12 de novembro, 2024
A Advocacia-Geral da União (AGU) lançou oficialmente a edição 2024 do Guia deContratações Sustentáveis, um documento que estabelece diretrizes para incorporar critérios desustentabilidade e inclusão nas contratações públicas em todo o país, alinhado à Nova Lei deLicitações e Contratos Administrativos (Lei n° 14.133/2021). O guia visa impulsionar práticassustentáveis e inovadoras, estabelecendo uma série de benefícios e desafios para empresas queparticipam de licitações.
De acordo com a Lei nº 14.133/2021, os processos de contratação devemconsiderar a sustentabilidade em todas as fases, desde o planejamento até a destinação deresíduos. São recomendados produtos com menor impacto ambiental, maior durabilidade eeficiência energética, o que pode levar à economia de custos de manutenção e ao alinhamentocom as metas de redução de impacto ambiental. Assim, o guia vem estabelecer a forma pelaqual a sustentabilidade será aplicada e protegida nos processos licitatórios.
Entre as principais vantagens para empresas que seguem práticas ecológicas, o guiaestabelece margens de preferência para produtos e serviços nacionais e sustentáveis. Issosignifica que empresas brasileiras que adotam critérios de sustentabilidade poderão competircom melhores condições frente a produtos importados, favorecendo empresas que adotempráticas alinhadas a critérios ecológicos.
Além disso, o guia promove a inclusão e diversidade nas contratações, favorecendoempresas que empregam minorias e adotam práticas inclusivas. O estímulo à inovação é outroponto forte do documento, uma vez que as contratações públicas passam a valorizar produtos eserviços desenvolvidos com tecnologia local, beneficiando as empresas que investem emsoluções inovadoras.
No entanto, o novo guia também apresenta desafios para os licitantes. A adequaçãoa normas e certificações ambientais, como as exigências de sustentabilidade para materiais,equipamentos e descarte de resíduos (logística reversa), pode demandar altos custos e prazosde implementação.
Para as empresas que não se enquadram plenamente nos novos critérios, há aindao risco de desclassificação, pois essas diretrizes são rigorosas e exigem uma adaptaçãosignificativa por parte dos licitantes.
Assim, as empresas interessadas em participar de licitações públicas deverão revisarcuidadosamente os critérios estabelecidos no guia. Com o fortalecimento das políticas desustentabilidade e a aplicação de critérios rigorosos, o guia traz um novo patamar para ascontratações públicas, pois visa reduzir o impacto ambiental das contratações.
A equipe de Direito Público e Licitações se encontra disponível para sanar dúvidassobre o tema.
Maria Bastos e Sharaelly Chaves